CPI das Apostas: Virginia e Deolane são citadas em investigação sobre influenciadores

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura irregularidades no mercado de apostas esportivas digitais está ampliando o foco para a atuação de influenciadores nas redes sociais. Um dos nomes citados nos autos é o de Virginia Fonseca, conhecida por seu enorme alcance nas plataformas digitais. A influenciadora teria participado de campanhas promocionais para sites de apostas que, segundo os deputados, atuam de forma fora dos parâmetros legais no país.

(Foto: Reprodução/Google)
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O colegiado quer apurar se Virginia seguiu as normas de divulgação ao promover essas empresas e se houve omissão de alertas sobre os riscos envolvidos nesse tipo de serviço. Ainda não houve convocação oficial, mas documentos analisados pela CPI indicam envolvimento da influenciadora em ações publicitárias suspeitas. A análise inclui se os ganhos financeiros oriundos dessas parcerias foram devidamente declarados e se respeitam a legislação brasileira.

Outro nome que aparece nas apurações é o de Deolane Bezerra, advogada e personalidade conhecida por sua forte presença nas redes e participação em programas de televisão. Deolane teria divulgado plataformas de apostas sem mencionar as possíveis consequências do uso contínuo desses serviços, o que pode configurar violação de normas de transparência e responsabilidade social.

(Foto: Reprodução/Google)
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A comissão quer entender se as publicações da influenciadora foram direcionadas a públicos mais suscetíveis, como jovens e pessoas em situação financeira delicada. Também está em pauta a possibilidade de recebimento de valores em moedas digitais, dificultando o rastreamento dos contratos. A CPI reforça que o objetivo é esclarecer a extensão da influência digital sobre o mercado de apostas e propor medidas regulatórias.

A atuação dos parlamentares tem gerado reações nas redes, dividindo opiniões entre seguidores que defendem as influenciadoras e internautas que cobram mais responsabilidade na publicidade de jogos online. Segundo os deputados, o foco é proteger consumidores contra práticas abusivas e garantir que conteúdos patrocinados sigam padrões legais de divulgação e transparência.

A comissão também pretende investigar os critérios utilizados por essas plataformas na contratação de personalidades da internet. Existe a suspeita de que muitos conteúdos pagos não sigam as normas do Conar, o que pode ser caracterizado como propaganda irregular. A partir das apurações, o Congresso poderá sugerir mudanças nas regras que regulam o mercado de apostas digitais e sua relação com a mídia social.